sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Juntos, ninguém nos separa!

Ela costumava pensar que tinha milhões de amigos, ela costumava pensar que era popular, que era a mais bonita, a mais inteligente, a mais fútil, a mais cool, a mais espertinha. Ela poderia jurar que todos gostavam dela, ela costuma pensar. A inocência dela já era tão corrompida que decidiu fugir por si só. Ela costumava acreditar em nada, só em si mesma, ela costumava ficar o dia inteiro na praia, bebendo, conversando, fumando. Ela costumava não dormir, não pensar, não agir. Ela não sabia o que fazia, só sabia que gostava. Ela costumava gastar, ela costumava passar noites inteiras no computador, ela costumava não ler livros, ela costumava ser a melhor. Sempre a melhor. Até que um dia ela conheceu Ele. Ele costumava pensar ser feio, costumava ser impopular, inocente, bobo, brincalhão, ele costumava ficar em casa lendo, estudando, aprendendo, ele costumava ser o cara mais natural do mundo, ele costumava ser intelectual. Até que ele conhenceu Ela e Ela conheceu Ele. Eles eram de mundos diferentes, mas que se uniram apenas a um olhar, ele sabia que seriam felizes para sempre, que seus caminhos a partir daquele dia estavam unidos, que a partir daquele maravilhoso dia eles eram um só, ele, que nunca deu um sorriso para a vida, que só conhecia a felicidade dos livros, que conhecia o amor teórico, conheceu um novo mundo. Ela, que achava que a sua vida era a melhor, a mais feliz, a mais amada, descobriu um novo mundo, o do conto de fadas. Agora não existia mais Ela ou Ele, era apenas Eles, sim, Eles aprenderam a viver juntos, a conviver com as diferenças a descobrir que o mundo pode ser muito melhor se for aproveitado corretamente, Eles aprenderam que o amor que sentiam não era nada comparado ao que Eles ainda poderiam sentir, o amor que Eles com o tempo iriam conhecer. Eles largaram todos os seus pré-conceitos, todas as suas pré-visões de um mundo maligno e foram viver em outro lugar, em uma terra distante onde tudo é feito do amor impessoal, da felicidade interior e universal, era um mundo sentimental, um mundo mental, um sonho que todos gostariam de ter, mas poucos conseguiriam viver. Eles se amavam mais que tudo que poderia existir, mas aí, um dia, eles morreram, todos morrem, tudo é passageiro, e os nossos corpos são nossas expressões na terra, eles saíram dessa prisão e viraram estrelas, as duas estrelas mais brilhantes que já existiu, sim, lá eles estavam ligados, e qualquer um que implorasse pelo amor, pagaria com sua inocência.

4 Comments:

Alguém que escreve said...

Quero um amor que suporta todas as diferenças como o do texto. <3

Gabriel Medeiros said...

todo mundo quer, todo mundo pode ter. Basta abrir a mente e o coração.

Bruba :) said...

Visão interessante das coisas... No texto, me perdi em pensamentos, e acabei sem conseguir definir se eles compartilhavam um amor um pelo outro, ou uma adoração comum por algo maior.

Gabriel Medeiros said...

São ambas as coisas, esse é o amor maior, o amor-agir, o amor impessoal e superior, ou simplesmente o amor.
xD